A indômita marionete
Agora eu estou sem hora,
despido do que enfim
em mim só era passante.
Agora sou esta mesa,
sou este banco, esta sala,
que têm a vida constante.
Sou na parede o retrato,
com moldura de aço,
guardado de traça e tempo.
Agora eu estou sem fim,
e brinco no fim da tarde
com a morte que não virá.
Mas morre a tarde em seu fim,
e aos passos eu me desfaço...
Aos poucos já não sou eu,
aos poucos estou sem mim.
Evaldo Balbino
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1 comment:
Olá,
Trabalho com Evaldo balbino, e ele me perguntou se eu conseguia entrar em contato com o dono do Blogger. Se puder me mande seu e-mail.
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