Tuesday, February 06, 2007

A indômita marionete

A indômita marionete

Agora eu estou sem hora,
despido do que enfim
em mim só era passante.

Agora sou esta mesa,
sou este banco, esta sala,
que têm a vida constante.

Sou na parede o retrato,
com moldura de aço,
guardado de traça e tempo.

Agora eu estou sem fim,
e brinco no fim da tarde
com a morte que não virá.

Mas morre a tarde em seu fim,
e aos passos eu me desfaço...

Aos poucos já não sou eu,
aos poucos estou sem mim.

Evaldo Balbino

1 comment:

Escola Municipal Agenor Alves de Carvalho said...

Olá,
Trabalho com Evaldo balbino, e ele me perguntou se eu conseguia entrar em contato com o dono do Blogger. Se puder me mande seu e-mail.